ACM sugere que FH obrigue quebra de sigilo de político
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domingo, 16 de abril de 2000
Por Biaggio Talento 
Salvador, 17 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), sugeriu hoje, em Salvador, que, se a votação da emenda que torna obrigatória a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos ocupantes de cargo público ficar emperrada, o presidente Fernando Henrique Cardoso deveria estabelecer a medida. ACM cobrou rapidez na votação na Câmara dos Deputados.
Embora não tenha sido citado por ACM, a forma mais rápida de FHC estabelecer essa quebra de sigilo é por meio de medida provisória (MP).
Magalhães repetiu que a quebra é "moralmente indispensável" nesse momento, quando proliferam denúncias de corrupção no Brasil. Ele participou da solenidade de "batismo" da réplica da nau Capitânia, que conduziu Pedro álvares Cabral na viagem do descobrimento, no Porto de Aratu. Na oportunidade, disse não acreditar que o índio Henrique Labadai o quisesse matar (conforme ele havia confessado) no incidente ocorrido semana passada, em Brasília. "Não acredito que fosse essa sua intenção, pois, nesses 500 anos de Brasil, somos todos uma mesma coisa", disse.
Presente à solenidade, o ministro do Turismo e Esportes, Rafael Grecca, respondia com ironias às perguntas sobre a provável demissão logo após a festa do descobrimento. "Em Portugal, vocês (jornalistas) queriam atirar-me do avião; aqui, querem jogar-me no mar", declarou. Ele recusou-se a fazer previsões sobre o futuro no governo. "O futuro a Deus pertence e, quando se é ministro, pertence também ao presidente da República", disse.


