Brasília, 03 (AE) - O presidene do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), informou há pouco que a proposta de criação de um fundo para o combate à miséria não vai mais prever a taxação de pessoas físicas. "Quem quiser vai contribuir espontaneamente", afirmou. A proposta original previa a taxação de 1% sobre a renda de quem ganhase mais de R$ 2 mil. O senador explicou a mudança de posição afirmando que, "quando as críticas são sensatas, as modificações se fazem". Ao comentar as declarações de ontem (02) do presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo o qual desigualdade é diferente de pobreza, Magalhães discordou, dizendo que "o excesso de desigualdade gera pobreza". Ao ser questionado sobre a posição em relação ao envio de um novo projeto prevendo idade mínima para aposentadoria, o senador disse que este é um problema do governo no qual não quer se intrometer. "Se eu disser que sou a favor, vão dizer que mando no presidente, e se disser que sou contra, vão dizer que estou contra o presidente", justificou-se.

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