ACM recebe apoio de todo o País à extinção de tribunais
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segunda-feira, 08 de março de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 09 (AE) - Mensagens de todo o País continuam chegando ao Senado, em apoio à iniciativa do presidente da Casa, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de defender a extinção dos Tribunais Superiores do Trabalho e Militar. São cartas, telegramas e e-mails que, em comum, consideram que a parte do Poder Judiciário que se dedica às causas trabalhistas e militares é dispendiosa e ineficiente.
"Em vez de espalhar Justiça, os integrantes das altas cúpulas desse poder espalham palácios faraônicos pelo território desde injusto País", argumenta Gustavo Carvalho, na mensagem que enviou a ACM. "É um desrespeito ao contribuinte que não pode mais ser tolerado", defendeu.
Diariamente, cerca de cem manifestações de apoio chegam à mesa de ACM. Muitas delas se opondo à forma rude como o ministro do TST Almir Pazzianotto contestou as declarações de ACM. Para Luiz Ferreira Leite, as palavras de Pazzianotto, "além de grosseiras e inoportunas, mostram a falta de discernimento e das qualidades necessárias a um magistrado". O senador lê todas as mensagens e responde a cada uma delas.
Alguns signatários mais entusiasmados, como Hélio Arruda
pediram a ACM que também proponha a extinção dos tribunais de conta, "que não servem para nada". Segundo ele, o excesso de tribunais "é um estímulo à vadiagem". O professor de Direito da Universidade Federal de Sergipe Moacir Joaquim de Santana informa ao senador que há muito vem defendendo o fim da Justiça trabalhista. "Trata-se de tribunais tendenciosos, ociosos e de custo elevado à Nação." Segundo ele, os processos entre patrões e empregados poderiam ser julgados pela Justiça comum.
Renato Sales Coelho, de Belo Horizonte, avisa que, mesmo não concordando com certas posições de ACM, "já era hora de alguém de sua posição tomar partido e acabar com esses juízes prepotentes e sem-vergonha que, em nome de certa Justiça, mandam e desmandam neste País".


