Brasília, 12 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), em entrevista coletiva após instalar a comissão que discutirá propostas de combate à miséria
rebateu críticas de juristas segundo os quais ele estaria pregando o calote, por parte do poder público, das dívidas previstas em precatórios. "É calote em alguns ladrões que querem receber dinheiro sem merecer", afirmou o senador, explicando que a posição se refere apenas às decisões da Justiça cujos números sejam exorbitantes. Magalhães afirmou que não defende o perdão para dívidas de precatórios, mas entende que deve haver mudanças na legislação para o pagamento de precatórios combinados com outros fatores não gerar valores exorbitantes, que, às vezes, atingem 500 vezes o valor real. Segundo o presidente do Senado, muitas vezes, essas ações judiciais levam ao enriquecimento dos advogados e de outros participantes dos processos judiciais. "É impossível São Paulo, Rio de Janeiro e a União pagarem esses precatórios nos preços que estão determinados", disse o senador. Segundo ele, se forem somados todos os precatórios, a conta "vai dar mais que o Orçamento da União". Magalhães disse que essa é uma questão de fato. "Pode pagar?; não pode; quebra o Brasil por causa dos precatórios?; não pode quebrar.", concluiu.

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