ACM questiona ligação de Barbalho com empresas
Brasília, 04 (AE) - Outro ponto que o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), quer esclarecer é sobre a ligação do presidente nacional e líder do PMDB no Senado, Jáder Barbalho (PA), com as empresas Estacon e HMG. Ele lembrou que sexta-feria (31), em São Paulo, viu o líder chegando ao hotel num Mercedes-Benz prateado, "coincidentemente pertencente ao dono da HMG".
Barbalho incluiu o ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, na briga com ACM. Segundo ele, a rixa começou por um "problema existencial do ministro que passou a servir a dois senhores". "Um queria o salário mínimo em R$ 155, o outro queria mais alto", argumentou. O líder aconselhou Ornélas a se guiar pela parábola do Evangelho que prega a necessidade de qualquer servo atender a um único senhor. Ornélas disse que Barbalho "é PHD em intriga". "Só que não vai conseguir me deixar mal com ninguém."
A tentativa dos líderes governistas de "esfriar" a briga de ACM tem sido inútil. ACM disse que o líder do governo, José Roberto Arruda (PSDB-DF), se valeu de argumentos que não o convenceram. Sua disposição hoje era a de nem mesmo abrir espaço na agenda para colegas interessados em tocar nesse assunto. ,O senador Jefferson Péres (PDT) preferiu levar o assunto ao plenário. Ele falou hoje da "preocupação" que sentia pelo acirramento das divergências entre os dois colegas. Péres apelou para que ambos mantenham o debate "dentro do limite da civilidade" para que a briga não atrapalhe a votação de matérias importantes nem comprometa a imagem do Senado.





