Brasília, 09 - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que ao invés de priorizar a discussão sobre o teto salarial e a consequente elevação de seus rendimentos os integrantes do Poder Judiciário deveriam agir para desobstruir a pauta de processos e acabar com a corrupção cometida por alguns de seus juízes. Ele não concorda com a posição do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Velloso, de adotar o mais rápido possível o teto salário no valor de R$12.720 porque entende que, antes, deve haver a elevação do salário mínimo. "Que o Judiciário entenda que precisa corrigir primeiros seus erros para servir melhor à sociedade", disse. "Não há nenhuma providência no sentido de acabar com a corrupção, não de todos os juízes, mas há juízes corruptos."
A respeito da reunião que Velloso pretende ter com o presidente Fernando Henrique Cardoso para tratar do teto, Magalhães disse que o tema só pode avançar se ele, ACM, estiver presente. Segundo ele, se for convidado vai propor a elevação do salário mínimo. "Dar um aumento para quem ganha um salário maior é aumentar o fosso social existente no País." Para ACM, qualquer mudança na legislação que trata do salário de servidores depende exclusivamente do Congresso. "Nós é que podemos tomar uma atitude em relação a isso", argumentou. "Essa independência financeira do Judiciário, com o dinheiro arrecadado do povo brasileiro, não pode existir."

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