Brasília, 22 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse, em seu discurso da abertura da 51ª Sessão Legislativa, que é preciso resolver o conflito entre os Estados e a União. "Não é possível que há quase dois meses não se fale em outra coisa no País que não nas divergências da União com os Estados", reclamou. O presidente no Senado disse, ainda, que os contratos existentes entre a União e os Estados "devem ser e serão cumpridos". Ele opinou, no entanto, que os Estados podem ser auxiliados por órgãos como o BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica e até mesmo por ministérios.
Magalhães, no entanto, disse que "a intransigência não pode encobrir incompetência". Para o senador, "governar é pactuar, mas pactuar não é ceder". Segundo ele, é possível, com o entendimento, chegar ao pacto que a Nação necessita, sem que qualquer das partes ceda. "Os caminhos são amplos para que se encontre, na democracia e no diálogo, a solução para diversos problemas nacionais", acrescentou.
ACM também disse ser necessário criar imediatamente uma agenda positiva para o País, e que isto passa pela continuação das reformas e pela extinção de "órgãos inúteis que beneficiam a poucos e que, quando forem extintos, irão beneficiar a muitos com os recursos gerados". O senador disse, ainda, que não tem dúvidas em afirmar que isso passa pela supressão de tribunais civis e militares. "Alguns desses tribunais já não têm mais sentido na sua existência, a não ser para atrapalhar a vida da Nação, e não é para manter privilégios que nós estamos no Congresso Nacional. É para extingui-los", afirmou.

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