Brasília, 11 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou hoje a fazer reparos à política econômica do ministro da Fazenda, Pedro Malan, ao insistir que chegou o momento de o governo "dar uma certa flexibilidade para atender a determinador setores, mesmo que isso fira, aqui e ali, acordos internacionais". "A política econômica do País deu certo e deve continuar como está, mas dentro desses novos princípios que são também, acredito, do ministro Malan." ACM disse que considera o ministro "um homem competente e sério", mas que precisa se adequar às exigências sociais do País.
"Ele precisa de um pouco de política, no bom sentido, para atender a camadas mais pobres do País. Nós temos que descumprir aquelas compressões que existem sobretudo nas camadas mais pobres", justificou.
Para o senador, Pedro Malan deveria conversar com seus "críticos maiores, de São Paulo, e amigos do presidente", para se ajustar à situação atual. "Falta talvez uma conversa", ressalvou, argumentando que muitas vezes a área econômica fica fechada e isso talvez prejudique o acompanhamento das necessidades do País. "Minha crítica foi só por causa da pobreza", disse. Ele disse que é amigo do ministro, "a despeito de nem sempre ser correspondido nessa amizade". Na avaliação de ACM, a colocação de que Malan estaria desgastado é apenas uma tese, que não justifica sua saída do cargo.
O senador previu que o ministro da Fazenda pode vir a apoiar as medidas sobre as quais conversou na terça-feira com o ministro chefe da Casa Civil, Pedro Parente, e o secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes - ele não disse quais são - depois de constatar que elas não comprometem a estabilidade econômica do País. "A duvida é a seguinte, as medidas afetam ou não afetam a estabilidade?", perguntou. "Eu acho que não afeta, mas quem opina é o governo." Sobre a possibilidade de Pedro Malan deixar o cargo, ACM disse que não há motivos para isso, "dentro da lógica e pela minha inteligência". Argumentou, em seguida, que a decisão cabe exclusivamente ao presidente e não aos partidos políticos".

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