Brasília, 08 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que não influenciou na contratação de parentes seus no serviço público baiano. Segundo reportagem do jornal "Folha de São Paulo" publicada na edição de hoje, ACM tem pelo menos 11 parentes em cargos no governo da Bahia, na Prefeitura de Salvador e no Judiciário baiano. O presidente do Congresso afirmou que, se não fosse um homem "totalmente moralizado" em toda a vida, deixaria de enfrentar o que tem denunciado.
ACM disse que não teria como manter uma situação na qual até os adversários não conseguem apontar deslizes na conduta dele. "Essa onda moralizante foi começada por mim", afirmou. "Já está tendo êxito até no Judiciário antes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) funcionar." ACM disse que vem se preparando para as calúnias, as infâmias, "para a guerra de todo o tipo daqueles que cevam da imoralidade".
Segundo o senador, as denúncias do jornal não irão atrapalhar os trabalhos da CPI nem o empenho em denunciar irregularidades em qualquer setor da vida pública. Magalhães disse que contratou unicamente um parente, o próprio filho, o ex-líder do governo na Câmara Luis Eduardo Magalhães, morto há um ano. A primeira vez, quando ocupou a prefeitura de Salvador; a outra, quando assumiu o governo.
"Daí, porque eu digo que nepotismo é quando se abusa", frisou. "Se você tem uma pessoa de mérito no gabinete que seja seu parente, eu não acho nada de mal porque um dos melhores homens públicos desse País foi meu oficial de gabinete." ACM disse que não empregou nenhum dos parentes citados pelo jornal.
Segundo ele, os irmãos, filha, neto e cunhada estão empregados por méritos próprios e não pelo poder de influência dele.
Para o senador, em vez de divulgar fatos na tentativa de prejudicar a CPI do Judiciário, seria melhor lembrar que uma pesquisa realizada recentemente demonstra o apoio de 79% da população à iniciativa. Segundo ele, agir dessa forma é demonstrar "dor-de- cotovelo".

mockup