ACM: Itamar ao microfone prejudica a própria causa
Brasília, 22 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse há pouco, ao chegar ao Congresso, que considera o quadro político atual favorável à aprovação, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do nome do economista Armínio Fraga para a Presidência do Banco Central. "Não vi nenhuma acusação (contra Fraga) que não tenha sido desmentida imediatamente", declarou o senador. Ele disse que não acredita que Fraga venha a ter dificuldades com sua aprovação pelo fato de ter começado a trabalhar para o especulador George Soros apenas dois meses após ter saído da diretoria do Banco Central - uma crítica que é feita por diversos parlamentares da oposição.
O presidente do Senado informou que fará um apelo aos líderes partidários para que indiquem logo os nomes de seus representantes na CAE para que possa ser escolhido rapidamente o relator do processo de indicação de Fraga e que seja feita rapidamente a sabatina do economista. Magalhães disse que existe a possibilidade de ser feita a sabatina ainda esta semana, mas não garantiu ique isso ocorrerá. "Farei tudo para antecipar, mas não posso fazer nada fora da lei".
O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse há pouco que não é contra a ida do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, ao Senado para falar sobre a situação de Minas. "Não tenho resistência nenhuma, pois quanto mais se der o microfone ao Itamar, mais ele desajuda a causa que defende", ironizou Magalhães. ACM rebateu as avaliações feitas por Itamar que previam, em entrevista coletiva ontem, um agravamento ainda maior da situação econômica nacional. "Ele não conhecia nem o quadro de Minas, quanto mais o do Brasil", disse. O senador afirmou que se Itamar quiser falar com os senadores, basta que alguma comissão o convide ou que ele apresente um pedido. "Itamar pode vir quando quiser, mas tem que pedir. E pedindo, provavelmente será atendido", afirmou ACM.





