Brasília, 5 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, que fará hoje à tarde, no plenário da casa, um discurso em que vai mostrar suas contas, como parte de um desafio mútuo entre ele e o presidente do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA), disse há pouco que não tem apelo possível que o fará recuar no confronto com o senador paraense. "Não tem volta. Não tem retorno", afirmou, ressaltando, entretanto: "Não considero um duelo. Estão maximizando as coisas", e se justificando, em seguida: "Se fica ruim para o Senado, ficaria pior para mim se eu não reagisse, porque todos iriam dizer que eu recuei". ACM fez estas declarações ao se despedir do ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, que foi à Presidência do Senado para assinar o ato de implantação de uma rádio AM no Senado e de um sistema de transmissão UHF da TV Senado. ACM mostrava-se tranquilo. Na cerimônia, ele disse inicialmente, que agora o Senado está pronto para ajudar o governo nas atividades importantes, "o que o Senado tem feito até agora".
Afirmou, ainda, que a atitude do ministro das Comunicações era uma forma de levar as atividades do Senado a locais mais distantes e brincou, em seguida: "Agora, o senador Pedro Simon - um dos que mais falam no plenário do Senado e presente à cerimônia - vai aparecer mais, em todo o território nacional". Posteriormente, em conversa informal, Pimenta da Veiga disse que seria bom se pudesse ficar no papo agradável o dia todo, mas que tinha compromissos a cumprir. Aí o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), numa alusão indireta à esperada briga de hoje à tarde no plenário entre ACM e Jader Barbalho, disse: "Seria uma boa idéia para hoje, se pudéssemos ficar todos neste papo agradável". Barbalho não participou da cerimônia e nem chegou até agora ao Senado.

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