ACM garante permanência de Ornélas e Tourinho no ministério
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domingo, 27 de junho de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 28 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), deu hoje como certa a permanência na equipe do presidente Fernando Henrique Cardoso dos dois ministros que indicou - Waldeck Ornélas, da Previdência Social, e Rodolpho Tourinho, das Minas e Energia -, ao afirmar que "quem fez os ministros e sabe que são competentes, não se preoucupa com reforma ministerial".
Ele valeu-se desse argumento sobre a competência dos ministros para reiterar que não se preocupa com a reforma. "Existem em todos os partidos pessoas competentes", defendeu. "Logo, os partidos não devem se preocupar."
Outro ponto defendido por ACM para acalmar os aliados que estão agitados diante da possibilidade da reforma é que as mudanças na equipe dependem exclusivamente de Fernando Henrique.
"A reforma é uma prerrogativa exclusiva do presidente"
alegou. "É um problema do presidente." Segundo ele, não cabe a nenhum dos aliados se manifestar sobre o assunto, principalmente ele, que presidente o Legislativo. "Como presidente do Senado, não devo achar se a reforma é necessária ou não", defendeu.
ACM afirmou que, uma vez que o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes "quer lutar" ou continuar o agredindo pela imprensa
deve responder como é que ele se mantém. "Ninguém acredita nesse negócio de (receber) R$5 mil por conferência", rebateu. "Isso é conversa fiada." ACM acusou Ciro Gomes de ter feito "a pior obra do Brasil", sem licitação. "Ele precisa dizer porque fez o Canal do Trabalhador, sem licitação e sem trazer nenhuma vantagem para o povo do Ceará", afirmou. "Isso é que ele precisa explicar, que é mau administrador, e como ele vive sem ter rendas."
O presidente do Senado disse não acreditar na afirmação de Ciro Gomes de que tem apenas um Volkswagen e R$ 2 mil. "Vocês (jornalistas) têm mais do que um Volkswagen e mais do que R$ 2 mil e não vivem como ele", defendeu. ACM também contestou a declaração de Ciro Gomes de que teria rejeitado o apoio à candidatura do ex-presidente Fernando Collor de Mello. De acordo com o senador, houve empate, de oito votos contra oito
na reunião que tratou dessa questão, tendo até mesmo o então senador e hoje presidente Fernando Henrique Cardoso votado pelo apoio a Collor. Mas prevaleceu a opinião do então senador Mário Covas (PSDB), hoje governador de São Paulo.


