ACM faz discurso de candidato
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domingo, 27 de junho de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador, 28 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), fez hoje discurso de candidato durante solenidade de assinatura do protocolo de intenções para a instalação da nova fábrica da Ford na Bahia. "Temos que dar ao povo brasileiro mais alegria, mais trabalho e mais justiça social", disse ao festejar a escolha da Bahia pela Ford. "Para isso pesou a estabilidade do nosso Estado, que ocorreu bem antes do Brasil, pois fizemos as reformas necessárias há oito anos", reforçou.
ACM aproveitou para pedir o fim das "desigualdades" entre o sul e a região Nordeste, assinalando que o apoio do governo federal à instalação da Ford na Bahia, "faz Justiça, como não se fez durante muito tempo". Conforme o senador, o presidente Fernando Henrique Cardoso até gostaria de implantar com mais rapidez uma política de desconcentração industrial para beneficiar o Nordeste, "mas as outras regiões, causam entraves a isso". Por essa razão, disse ter certeza de que os dois ministros baianos (Waldeck Ornelas da Previdência, e Rodolfo Tourinho das Minas e Energia, que ele indicou) vão permanecer no Ministério em qualquer reforma que houver. "Fico tranquilo pois eles não sairão", disse.
Depois do discurso, numa rápida entrevista, Magalhães amenizou o tom da declaração. "O presidente pode tirar todos os ministros, mas ele não vai mudar quem é competente", acentuou, colocando no mesmo nível os ministros José Serra, da Saúde e Paulo Renato, da Educação. Para ACM as modificações no Ministério não vão afetar a relação partidária. "Esse relação de nomes indicados pelos partidos será preservada; é o desejo do presidente".
Sobre o tom de campanha do discurso, negou que já esteja em disputa eleitoral. "É um discurso baiano", brincou. No entanto
ao ser informado de que o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, iria participar da tradicional festa de 2 de Julho, data da Independência da Bahia, para provavelmente marcar o inicio de sua nova campanha presidencial, ACM foi enfático: "Se ele vier, eu também vou."
Os baianos comemoram no dia 2 a data da expulsão das tropas portuguesas do Estado.


