Brasília, 05 (AE) - Ao término de um discurso de 12 minutos no plenário, o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), entregou à Mesa da Casa documento em que autoriza os gerentes de todas agências bancárias em que tem conta para quebra de seu sigilo bancário, e uma carta ao vice-presidente do Senado, Geraldo Melo (PSDB-RN), comunicando esta mesma decisão. ACM também entregou várias pastas com acusações ao presidente do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA). Dirigindo-se ao senador Geraldo Melo (PSDB-RN), que está presidindo a sessão, ACM disse que cabe a ele, agora, decidir como proceder com este material: se cria uma comissão de senadores para examinar o assunto, ou convoca o Conselho de Ética. Melo, em seguida, convocou para amanhã, após a sessão ordinária, uma reunião da Mesa do Senado.
"O Senado precisa engrandecer-se, e não se amesquinhar com este episódio. São acusações injustas. Se fui acusado, tenho o dever de defender-me", afirmou Antonio Carlos Magalhães, referindo-se a acusações feitas a ele, nos últimos dias, por Barbalho.
ACM disse, ainda, que seria bom que fosse aprovado projeto de lei do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que trata do sigilo bancário. "O homem público não pode ter sigilo bancário. Deve ser aberto a todos", sustentou Magalhães. Em seguida, ele pediu a Jáder Barbalho que esclareça todas as acusações feitas a ele, afirmando: "Nós sairemos engrandecidos deste debate, se ele for feito. Ele não pode ser protelado."

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