ACM elogia Suíça por bloquear contas de Santos Neto
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quarta-feira, 18 de agosto de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 18 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que achou "uma maravilha" a decisão das autoridades suíças de bloquear as contas mantidas naquele país pelo ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo Nicolau dos Santos Neto. Para ACM, a iniciativa contra Santos Neto comprova que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) "foi uma das coisas mais importantes realizadas no Senado em todos os tempos".
O ex-presidente do TRT de São Paulo é acusado de comandar o esquema de corrupção que desviou R$ 169 milhões dos R$ 232 milhões repassados às obras. "Se a Justiça, agora, não quiser aproveitar o trabalho da comissão para modificar o Judiciário, aí, fica caracterizado de quem é o crime", afirmou.
Amanhã (19), a comissão se reunirá pela manhã para analisar requerimento do senados José Eduardo Dutra (PT-SE) pela quebra do sigilo bancário da empresa Saenco, do grupo OK, pertencente ao senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Dutra fundamentou o pedido na decisão do relator Paulo Souto (PFL-BA) de sobrestar
no dia 4, o requerimento. Souto deu um prazo de sete dias para que o dono da construtora responsável pela obra, a Incal, Fábio Monteiro de Barros, informe à CPI sobre todos os cheques que emitiu para a empresa de Estevão. Há suspeitas, de acordo com Dutra, de que a Saenco teria pago os gastos no início da construção. O fórum permanece inacabado e sem previsão de ter as obras retomadas.
A CPI decidiu que não irá se deslocar até São Paulo para ouvir o depoimento do juiz Luiz Beethoven Giffoni, acusado de participar de um esquema de adoções ilegais de crianças. O presidente Ramez Tebet (PMDB-MS) disse que o problema em não comparecer à comissão é do juiz, que rejeita a chance de se defender. O senador Maguito Vilela (PMDB-GO) lamentou que Giffoni, "que esteve nos países onde foram feitas as adoções suspeitas", se recuse a atender ao chamado da CPI.
Tebet informou que a procuradora Inês Bicudo, também envolvida nas denúncias, se recusa até mesmo a atender as chamadas telefônicas de técnicos e senadores da CPI. Ele disse que a decisão dela é irrelevante porque o depoimento não fará falta às investigações em andamento.


