Brasília, 05 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), abriu há pouco, em rápida cerimônia, a convocação extraordinária do Congresso, afirmando que a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que limita a edição de medidas provisórias (MPs) é "uma vontade e um consenso entre os congressistas que defendem um Legislativo mais forte". Neste momento, foi aplaudido pelo líder do PT na Câmara, José Genoíno (SP). O senador afirmou que a Câmara e o Senado trabalharam intensamente ao longo de 1999, mas não conseguiram dar conta de todas as matérias que estavam em tramitação. ACM frisou, mais uma vez, que a convocação foi iniciativa do presidente Fernando Henrique Cardoso e antecipada para hoje em função da reedição de MPs sobre matérias tributárias ocorridas na sexta-feira (31), véspera de ano-novo, e que precisam obedecer ao princípio da anuidade. Ele informou que as sessões começam na segunda-feira (10), mas só haverá sessão deliberativa na terça-feira (11). ACM disse que, levando-se em conta as matérias urgentes que estão pendentes, entre elas a limitação das MPs, torna-se indispensável a votação
além dos assuntos que são importantes para o governo (e entre eles, o Orçamento de 2000, que, segundo ACM, se for viável, deve ser votado até o dia 31), o Congresso também tem a obrigação de votar a limitação das MPs. Em tom irônico, ACM agradeceu o "grande comparecimento dos parlamentares" na abertura da convoção. A abertura dos trabalhos foi realizada no plenário do Senado, que estava lotado, mas é composto por apenas 81 lugares, enquanto que o Congresso todo é composto por 594 parlamentares.