ACM diz que PSDB pega carona na questão do mínimo
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2000
Por Biaggio Talento 
Salvador, 25 (AE) - O PFL e o PSDB continuam brigando pela autoria da proposta de maior reajuste do salário mínimo. O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou hoje a ironizar os tucanos, dizendo que o líder do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), tem outra intenção ao sugerir um mínimo de R$ 160,00: "Ele (Aécio) pode estar capitalizando (argumentos) para quando for pedir aumento dos subsídios para os parlamentares."
Segundo ACM, quando o PFL estava lutando por um mínimo de R$ 180,00, o PSDB só queria a elevação de 1% do atual valor. "Agora, já está chegando nos R$ 160,00, o que significa um avanço", disse o senador, lembrando que isso só foi obtido porque "seguramos o teto (do funcionalismo)".
Para Antonio Carlos, é a "posição de firmeza" de seu partido - em não aprovar o aumento do teto dos três Poderes - que vai permitir um salário melhor ao trabalhador. "Fomos nós (pefelistas) que lutamos praticamente sozinhos; eles (tucanos) vieram atrás do trio elétrico."
ACM voltou a criticar as ações do governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB-SP), contra os subsídios fiscais concedidos pela Bahia e Paraná e afirmou que o governador baiano César Borges está "acumulando um bom suporte jurídico para desmontar toda a armação de Covas". Ele observou que Covas não entrou no Supremo Tribunal Federal contra o Ceará, governado pelo tucano Tasso Jereissaiti, que concede basicamente as mesmas isenções que a Bahia e o Paraná.


