Brasília, 05 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), começou o discurso dizendo que o exercício da presidência do Senado exige "correção absoluta" do titular. Ele lembrou que, no dia 29, o presidente nacional e líder do PMDB no Senado, Jáder Barbalho (PA), afirmou
da tribuna do plenário, que, em nome do partido, apresentava solidariedade a ele em relação ao episódio do escândalo da Prefeitura de São Paulo em que seu nome foi envolvido pela ex-primeira-dama Nicéia Camargo Pitta. Magalhães leu um trecho do discurso de Barbalho feito naquela ocasião, que afirmava: "Sei que o senador Antonio Carlos Magalhães está sendo gratuitamente envolvido no episódio relativo a São Paulo." Em outro trecho, Barbalho dizia que Magalhães estava sendo "injustiçado". O presidente do Senado observou, no entanto, que 48 horas depois, o presidente do PMDB acusava-o de ser corretor da empreiteira OAS e sócio do ex-senador Gilberto Miranda (PFL-MA). Magalhães esclareceu que tem uma filha que é casada com o presidente e maior acionista da OAS, mas que ele próprio nada tem com a empresa. ACM disse também que não há uma só pessoa no Senado que acredite ser ele sócio de Miranda. O senador baiano disse, no entanto, que não pretendia atacar nem acusar Miranda. "Em dado momento, (Miranda) foi importante na minha eleição para presidente do Senado." Magalhães acrescentou que, em resposta à provocação de Barbalho, se preparou para o debate, dando uma satisfação à sociedade. "O senador Jáder Barbalho sabe, melhor do que ninguém, que sou honesto", disse Magalhães.

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