Brasília, 10 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que está em Salvador, disse na noite de hoje, por telefone, que "nunca" telefonou "nem para o prefeito Celso Pitta (PTN) e muito menos para sua mulher".
Disse que sempre duvidou da sanidade mental de Nicéia Pitta. "Eu sempre duvidei, mas hoje não tenho mais dúvida de que se trata de uma insana e, portanto, inimputável."
Segundo o senador, "a família Pitta é um prostíbulo". "Nesse prostíbulo, ninguém jamais vai me encontrar", disse. ACM afirmou também que "nunca, jamais" tratou de assuntos da OAS com o ex-senador Gilberto Miranda.
"Não falo com ele há cerca de um ano, ele chegou a entrar no PFL, agora não sei em que partido está, mas nunca mais nos falamos; acho que ele se julga preterido ou coisa que o valha, o fato é que nunca mais nos falamos."
Acrescentou que "nem sobre a OAS nem sobre empresa nenhuma jamais falou com Miranda "ou com qualquer secretário, seja estadual ou federal ou ministro ou qualquer outro".
Sobre a OAS, Magalhães disse ainda: "Hoje, felizmente, ou mais infelizmente, a empresa está com meu genro, com que não tenho boas relações; não tenho nenhuma vantagem na OAS, ela só me da dor de cabeça."
No entender do senador, as denúncias de Nicéia são mais uma demonstração de que, no Brasil, "os honestos acabam sendo misturados aos corruptos e canalhas".

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