Brasília, 15 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que o presidente Fernando Henrique negou ter preferência por algum nome à sua sucessão em 2002. "Em meu encontro com o presidente, eu disse a ele que todos são iguais perante a lei e qualquer correligionário, membro da base política, ministro, ou fora do governo, pode ser candidato em potencial à Presidência da República, se estiver em condições no momento da eleição", comentou o senador. Fernando Henrique, segundo ele, teria concordado com esse raciocínio.
Em São Paulo, o governador Mário Covas afirmou ser favorável à tese de que seu partido, o PSDB, tenha candidato próprio nas eleições presidenciais de 2002. Ele ressaltou que, para prevalecer a aliança entre PSDB, PFL e PMDB, será preciso que os dois partidos se disponham a abrir mão de lançar candidato próprio. Segundo Covas, a Justiça Eleitoral exige o critério de candidato único de partidos aliados.
Covas reafirmou que não será candidato a presidente, mas apresentou como alternativa alguns nomes tucanos. "O governador Tasso Jereissati foi eleito duas vezes governador do Ceará e sairá consagrado; ele é um nome da melhor qualidade." Também os ministros da Saúde, José Serra, e da Educação, Paulo Renato Souza, foram citados. "O Serra está fazendo muito bem a sua obrigação; o ministério tem funcionado e os abusos da saúde no País estão sendo enfrentados com sucesso." Paulo Renato também recebeu elogios: "Sua atuação é boa, só que menos conflitante do que a do Serra, pois o setor da saúde tem interesses mais fortes."
No caso das eleições municipais, Covas diz estar confiante no crescimento da candidatura do vice-governador, Geraldo Alckmin. Na sua avaliação, a candidatura de Alckmin seguirá a mesma trajetória da sua, quando concorria à reeleição para o governo estadual, em 1998. "Vocês se lembram quando, seis meses antes das eleições, vocês diziam que a minha candidatura não ia decolar?", disse aos jornalistas.
Covas também comentou as eleições para a presidência do PSDB
cargo atualmente ocupado pelo senador Teotônio Vilela Filho (AL). Agora, segundo o governador, não é o momento ideal para se eleger novo presidente do partido, dando mais um ano de mandato para Vilela, que sairia em maio.

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