Salvador, 22 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), afirmou hoje, em Salvador, que, se for aprovado um imposto para combater a pobreza ou "algo parecido", não será candidato à Presidência da República.
A declaração de ACM foi uma resposta ao presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que disse hoje, também na capital baiana, que a defesa de um imposto para combater a pobreza não passa de marketing e será usada na sucessão presidencial. "Se aprovar essa emenda ou algo parecido (para combater a pobreza), garanto a ele não ser candidato à Presidência", declarou ACM.
Segundo Magalhães, Lula não quer a aprovação de um mecanismo que combata a pobreza, "pois vive da miséria alheia, enquanto eu quero a erradicar".
ACM criticou também o empresário Antônio Ermírio de Moraes, também contrário ao projeto do senador. "Ele é contra porque se recusa a pagar tributos", afirmou, argumentando que o presidente do Grupo Votorantim precisa pagar mais, pois teve incentivos fiscais para as fábricas dele. "A contribuição que dá à Beneficência Portuguesa paulista é louvável, mas é pouca: aqui na Bahia, por exemplo, ele deixou muitos funcionários da fábrica que tinha, e fechou, em Santo Amaro, à fome", disse.
Seria para combater o desemprego provocado com o fechamento de fábricas, segundo ACM, que o fundo de erradicação à pobreza se destinaria.

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