Braília, 05 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), assegurou nesta segunda-feira (05) que as Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) para apurar irregularidades no Judiciário e no Sistema Financeiro terão que sair de todo jeito.
"Se os líderes não indicarem, eu indicarei os integrantes das duas CPIs", garantiu ACM. Ele deixou claro que não existe mais a possibilidade de haver recuo dessa decisão. Segundo ele, até sexta-feira a CPI do Judiciário será instalada e na próxima semana, a CPI dos Bancos.
Mesmo assim, ACM voltou a insistir na idéia de colocar em funcionamento apenas uma CPI de cada vez. "Ainda acho que estrategicamente não é melhor fazer duas CPIs, mas a política é a arte do possível", lamentou Antonio Carlos. Em relação a realização das reformas Tributária e Política, ele não demonstrou pressa. "Cada assunto tem o seu espaço na hora certa", ponderou.
ACM também criticou duramente a postura daqueles que estão contra a CPI do Judiciário. "A minha CPI não será esvaziada", alertou o senador baiano. "Esses políticos precisam saber que a nação quer a Reforma do Judiciário e se eles insistirem vão ficar na contramão da história."
Ele também deixou claro que não irá mais aceitar que nenhum senador retire as assinaturas das CPIs. Para amigos, o senador Antonio Carlos disse que está disposto a negociar com o líder do PMDB, senador Járder Barbalho (PA), as indicações do partido para as comissões de inquérito.
ACM tem dito que a essa altura do campeonato é importantíssima a indicação do PMDB sob o risco de esvaziar as CPIs. Por isso mesmo, ACM deverá cobrar do próprio líder do PFL as indicações.
Hoje, o senador Hugo Napoleão (PI) já se mostrava mais sensível à criação das duas CPIs simultaneamente. "Não vou colocar obstáculos", garantiu o líder Hugo Napoleão. Dos 11 integrantes de cada CPI, o PMDB indica quatro, o PFL três, o PSDB dois e o bloco de oposição também dois.
Nesta segunda-feira, o senador Antonio Carlos viajou de Salvador a Brasília no mesmo vôo com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que se mostrou disposto a participar da CPI dos Bancos.
No Banco Central, já está sendo preparada uma defesa prévia para os oito questionamentos apresentados pelo senador Jáder Barbalho em seu requerimento. O objetivo do BC é tentar esvaziar a CPI dos Bancos.

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