Brasília, 31 (AE) - O presidente do Congresso Nacional, Antônio Carlos Magalhães, disse que há um consenso entre os parlamentares sobre a necessidade de se aumentar os recursos para a área social. Ele disse que faz questão de incluir no Orçamento da União do próximo ano as verbas necessárias para o Programa de Combate e Erradicação da Pobreza, cujos projetos ele espera que estejam concluídos até o final do ano. Os projetos estão sendo discutidos em comissão de parlamentares criada recentemente. O senador disse que acredita que o País irá crescer entre 4% e 5% no ano que vem, mas que para isso "é preciso um grande esforço, os ajustes serem feitos e as reformas serem votadas, especialmente a da previdência".
ACM disse que gostaria que houvesse uma mudança para que o orçamento da União deixasse de ser autorizativo e passasse a ser obrigatório, como nos Estados Unidos. Mas para isso, observou, o Congresso precisaria fazer um orçamento enxuto. E lembrou que quando o orçamento se torna obrigatório ele passa a ser um programa de governo. ACM receberá daqui a pouco do ministro do Planejamento, Martus Tavares, o projeto de Orçamento para o próximo ano e o Programa Plurianual.
Antônio Carlos Magalhães disse que ignora as articulações dos líderes governistas para que seja estabelecido um prazo de seis meses para a desincompatibilização dos prefeitos que disputam a reeleição. ACM disse que, como presidente do Congresso, não pode tomar partido, mas que seria certa a desincompatibilização se já tivesse sido discutida anteriormente. "Na véspera da eleição é complicado", afirmou o senador.

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