ACM discute redução de IPI para veículos com FHC
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 10 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), tratou hoje com o presidente Fernando Henrique Cardoso da medida que vai reduzir o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos populares e médios. Foi ele quem defendeu a iniciativa no governo, depois de ouvir as alternativas propostas pelo presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, para conter as demissões nas montadoras. ACM disse que agora o governo deve agir com rapidez para colocar a medida na prática. "É uma boa coisa", afirmou. "Eu tenho lutado por isso".
O senador lembrou que fez "o meio do campo" para conseguir a redução do IPI, depois de ouvir a proposta do sindicalista. Segundo ele, o presidetne Fernando Henrique Cardoso tem interesse em encontrar uma solução que estimule a venda de veículos e, por consequência, impeça a demissão de trabalhadores das empresas montadoras. ACM disse que a redução do valor do IPI é uma das "medidas imediatas" para o setor.
Futuramente serão adotadas outras "mais demoradas", como a da renovação da frota. A idéia em estudo no governo é a de "trocar" carros acima de 10 anos por um bônus de determinado valor que, necessariamente, teria que ser empregado na compra de outro veículo. O aço dos carros velhos seria reciclado.
"Um dos pontos mais demorados é a renovação da frota", explicou o senador, que também tratou desse ponto com o presidente. "É uma boa saída". Pelas suas previsões, com a redução do IPI, do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - adotada pelo governador de São Paulo, Mário Covas, - os pátios das montadoras serão esvaziados. Ele previu que os fatos vão refletir sobretudo nos cofres da União, que hoje deixam de receber uma boa parcela de receita por causa do encalhe de veículos.
ACM veio a Brasília exclusivamente para tratar desse assunto com o presidente. Antes de se dirigir ao Palácio do Planalto, ele abriu a agenda e recebeu o presidente da Fiat do Brasil, Roberto Vedovato, no seu gabinete. Vedovato garantiu que a empresa não pretende demitir funcionários, "a não ser que aconteça alguma catástrofe", observou. Ele defendeu a renovação da frota automobilística do País, com a troca de carros usados por novos, a exemplo do que ocorreu na Argentina.


