ACM defende urgência no combate à pobreza
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domingo, 17 de outubro de 1999
Por Carla Franco 
São Paulo, 18 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendeu hoje a adoção de "medidas e ações urgentes" de combate à pobreza. "Não basta o simples crescimento econômico; a distribuição de renda é fundamental", sustentou, durante o debate Combate à Pobreza, que está sendo realizado no Hotel Meliá, em São Paulo, com a presença do presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva
do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e do ex-governador do Distrito Federal Cristovam Buarque.
ACM criticou a elite brasileira, que, na opinião dele, "não está consciente da necessidade do projeto da erradicação da pobreza". O senador propôs a adoção de estratégias múltiplas de combate ao problema, com a participação de todos. "Esta não é uma luta minha nem de nenhum partido, mas uma causa comum daqueles que têm espírito público e que têm consciência do que isso pode acarretar para a Nação se não for feito com urgência"
observou. "Vamos nos unir e esquecer, ainda que por um tempo, as divergências ideológicas", pregou. Na exposição, o senador criticou a forma de inserção do País à globalização."É preciso questionar qual é o tipo de globalização que de fato nós queremos", afirmou. "Devemos discutir as regras de um jogo que tem se mostrado sistematicamente ao lado mais forte das nações poderosas", disse. ACM criticou também os acordos com o Fundo Monetário Nacional (FMI) que, segundo ele, "ninguém conhece, mas todos defendem".
O senador voltou a expor os pontos do projeto de autoria dele de criação de um fundo de combate à pobreza, que incluiria, entre outras sugestões, a contribuição social de empresas com faturamento superior a R$ 1 milhão.
Ele ressaltou os resultados positivos do Plano Real em relação à miserabilidade. "Em alguns anos, houve uma diminuição de 10% na proporção de brasileiros abaixo do nível de pobreza", disse.


