Salvador, 02 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendeu, em Salvador, uma renovação no ensino público brasileiro para torná-lo tão bom quanto o da França e dos Estados Unidos. Convidado para proferir a aula inaugural da Faculdade Diplomata de Salvador, ontem (01) à noite, ACM disse que o ministro da Educação Paulo Renato Souza tem feito bastante, mas "ainda cabe fazer mais".
O senador diz que o governo deveria destinar um volume maior de recursos para o setor. Ele, no entanto, criticou os problemas administrativos presentes nas universidade públicas, responsáveis em parte, na sua visão, pela queda no nível de ensino. Segundo o parlamentar, o gasto por aluno nas universidades federais do Brasil é muito superior ao de países do Primeiro Mundo, como Itália e Alemanha. Uma das razões seria proporcionalmente o número maior de professores em relação aos alunos. "Enquanto a média nos EUA fica em torno de 16 alunos por professor, a nossa é de nove alunos por professor", comentou, ressaltando que parte desse quadro é causado pelo não-afastamento de "professores improdutivos e a falta de cobrança por desempenho".
Magalhães acredita existir um "pacto de mediocridade" nas universidades. "Os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que estão aprendendo". De acordo com ACM, deve-se vencer a pobreza para melhorar a educação. "O paradoxo é que para vencer a pobreza só melhorando a educação", declarou.
Ele prometeu mobilizar a bancada do PFL da Bahia para a criação de novas faculdades no Estado, lembrando que, nos últimos dez anos, as universidades baianas diminuiram a oferta de vagas.

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