Brasília, 12 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendeu há pouco em entrevista coletiva a guerra fiscal como sendo um recurso dos Estados pobres para buscar o desenvolvimento, enquanto não houver uma política nacional que lhes dê esse apoio. Respondendo a críticas do presidente Fernando Henrique Cardoso, que considerou a guerra fiscal prejudicial ao País, ACM disse que "a guerra fiscal não é pilhagem coisa nenhuma. É uma defesa natural dos mais pobres, dos mais carentes."
Magalhães disse ainda que "a guerra fiscal é indispensável, enquanto não se criarem mecanismos que possam ajudar os Estados mais carentes, sobretudo os do Nordeste, em relação a sua industrialização. Ele disse que enquanto não se criarem esses mecanismos haverá guerra fiscal e a reforma tributária poderá apenas amenizá-la. O senador criticou a briga entre os governadores de São Paulo e da Bahia em torno da guerra fiscal e disse que conversou com Mário Covas sobre as declarações feitas pelo governador paulista. Ele considerou inconstitucional a decisão de Covas de tributar produtos de outros Estados beneficiados com isenção fiscal e disse que quem entrar na Justiça contra a medida ganhará. Ele disse que se for necessário a Bahia entrará na Justiça contra a decisão.

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