ACM defende Fraga e pede rapidez na sabatina
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domingo, 21 de fevereiro de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 22 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que o fato de terem sido desmentidas todas as acusações feitas contra o presidente do indicado do Banco Central, Armínio Fraga, vai facilitar a aprovação de seu nome na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e no plenário. Ele fez um apelo aos líderes para que indiquem rapidamente os membros das comissões e, dessa forma, possibilitem que a sabatina de Fraga na CAE seja feita ainda esta semana. "Não vi nenhuma acusação que não fosse desmentida imediatamente", afirmou. "Acho que o quadro favorável."
A expectativa dos senadores é que a sabatina de Fraga ocorra na quinta-feira. A data será confirmada amanhã (23), depois de o líder do PMDB, Jader Barbalho (PA), indicar os integrantes da CAE. A acusação de maior repercussão, entre as que se referiu ACM, foi desmentida pelo autor, com um pedido de desculpas.
O economista norteamericano Paul krugman escreveu na revista eletrônica "Slate" que informações privilegiadas fornecidas por Fraga havia levado seu ex-patrão, o megainvestidor George Soros, a comprar títulos brasileiros na baixa para vendê-los dias depois com lucro. Krugman reconheceu que cometeu "um grande equívoco".
ACM também considera superada a polêmica provocada pela informação de que Fraga passou a trabalhar para Soros, em 1993, dois meses depois de ter deixado a diretoria da área Internacional do Banco Central. Segundo ele, os senadores terão a chance de questionar sobre esse episódio e todos os demais relacionados à carreira de Fraga na sabatina.
O senador reiterou seu apoio ao projeto de criação da "quarentena", como é chamado o período que disciplinará a passagem, para o setor privado, de ex-dirigentes de instituições financeiras públicas. O governo enviou a proposta ao Congresso dia 2 de dezembro do ano passado, mas até agora nada foi feito para incluí-la na pauta de votações.


