Salvador, 12 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou a defender corte de gastos no governo federal para enfrentar a crise econômica. Sou amplamente favorável à redução de ministérios, secretarias e cargos, enfim tudo que for feito para enxugar a máquina terá meu apoio, disse, ontem (11) à noite, logo após assistir à cerimônia de posse do novo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnelo, na Catedral Basílica de Salvador.
Magalhães incluiu também como alvos dos cortes a serem promovidos pelo governo os tribunais desnecessários. Na sua visão, são os tribunais do trabalho e o militar que gastariam, por ano, cerca de R$ 3 bilhões. Estou nessa luta, confirmou. A queda na popularidade do presidente da República Fernando Henrique Cardoso é encarada como natural por ACM. A economia não vai bem e a popularidade cai, disse, acreditando que FHC possa reverter esse quadro em dois, três meses. Para isso sugeriu que o presidente atenda alguns anseios da comunidade
melhorando a economia. Ele classificou a homilia de dom Geraldo na cerimônia de posse como notável, devido às preocupações sociais manifestadas pelo arcebispo e o apelo para uma união das religiões da Bahia.
O vice-presidente Marco Maciel, também presente à missa, sugeriu que as críticas feitas por d.Geraldo à política econômica não se referiam ao Planalto. O governo pensa da mesma forma que d.Geraldo, declarou. O arcebispo pediu ao governo para garantir emprego, saúde e educação. Queremos preservar a saúde e a educação, mantendo os programas da área social, declarou, sem se referir à questão do desemprego.
No ofertório, um desempregado foi incluído entre os representantes da comunidade baiana. O segurança Marcos Santana, há um ano e três meses parado, levou sua carteira de trabalho, mostrada por d.Geraldo para as pessoas que assistiam à missa. O curioso: Santana foi demitido de um dos colégios mantidos pela Igreja em Salvador.

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