ACM defende conclusão de CPIs em 120 dias
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terça-feira, 04 de maio de 1999
Por Adriana Fernandes 
Brasília, 05 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendeu hoje o encerramento das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) do Sistema Financeiro e do Judiciário dentro do prazo de 120 dias, fixado no requerimento de criação. "Excepcionalmente, (o prazo) poderá ser prorrogado, mas tem de se trabalhar para acabar em 120 dias", afirmou o senador
O controle dos prazos da CPI do Sistema Financeiro foi combinado durante conversa do presidente Fernando Henrique Cardoso com ACM, que foi recebido no Palácio da Alvorada ontem (04), e com o presidente nacional do PMDB e criador da comissão, senador Jáder Barbalho (PA), com quem o presidente conversou por telefone no fim de semana. Além de manter a comissão sob controle, o governo continua tentando evitar que as investigações contaminem outras autoridades do primeiro escalão e quer fazer deslanchar as reformas constitucionais, paralisadas no Congresso desde a eclosão do escâdalo Marka-FonteCindam.
O presidente do Senado voltou a descartar hoje a necessidade da convocação do ministro da Fazenda, Pedro Malan, para depor à CPI do Sistema Financeiro. "Até agora, tem-se verificado desnecessária a sua presença", disse ACM. Senadores da comissão, entretanto, continuam cobrando a presença do ministro para esclarecer os motivos da demissão súbita do ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes e também se tinha conhecimento sobre a operação de socorro aos Bancos Marka e FonteCindam, que compraram dólares mais baratos, junto à instituição, durante a desvalorização do real. Na semana passada
contrariado com o ministro das Comunicações e articulador político do governo, Pimenta da Veiga, o presidente do Senado ameaçou assinar um requerimento convocando o ministro.
Hoje, Magalhães recebeu o ministro da Fazenda na residência oficial da presidência do Senado para um café da manhã. Segundo ele, embora não tenham tratado da eventual ida dele à CPI do Sistema Financeiro, Malan teria reiterado a disposição em colaborar com os senadores, "quando for necessário", e não demonstrou preocupação com o suposto impacto das investigações dos senadores sobre o desempenho da economia. "O ministro Malan mostrou tranquilidade absoluta com a recuperação da economia", garantiu ACM. O senador baiano afirmou que a conversa com Malan girou em torno de medidas do governo paradas no Congresso e outras ainda a serem enviadas. O governo tem pressa, por exemplo, na aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, enviada à Câmara em abril. À noite, o ministro jantou com Fernando Henrique no Palácio da Alvorada. Estava acompanhado do presidente do BC, Armínio Fraga Neto.


