ACM defende candidatura de Malan à presidência em 2002
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por José Ramos 
Brasília, 21 (AE) - O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, defendeu há pouco em entrevista coletiva o nome do ministro da Fazenda, Pedro Malan, como um dos possíveis candidatos à presidência da República em 2002. "Se a política econômica der certo, será um nome evidentemente falado". A iniciativa de tocar no assunto foi do senador, que reclamou do fato de a imprensa concentrar-se apenas no reajuste do salário mínimo. Ele citou então o discurso que teria feito em café da manhã com empresários em Salvador, onde Malan também esteve presente.
Ao elogiar Malan, o senador teria dito que o País espera dele "vôos mais altos". ACM reclamou que ninguém noticiou este ponto do discurso e afirmou que, se fosse jornalista, entenderia como lançamento da candidatura de Malan. O senador disse ainda que "Malan é muito simpático e aquele negócio que ele tem nos olhos, aquilo se tira", referindo-se às bolsas do ministro sob os olhos. O senador, que já criticou Malan por não ter sensibilidade política e nunca ter recebido um pobre em seu gabinete, disse que ele já está apoiando a campanha contra a pobreza.
"Acho que ele já está recebendo uns pobrezinhos lá", afirmou ACM. O senador disse ainda que, se Malan conceder um reajuste satisfatório ao salário mínimo, ele estará demonstrando sensibilidade social. O senador, no entanto, disse que este fato não seria suficiente para enquadrar o ministro nos critérios do presidente Fernando Henrique Cardoso, que declarou recentemente preferir um candidato da área social para sucedê-lo. "No critério de Fernando Henrique, nem Deus passou".


