São Paulo, 31 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou a defender há pouco, durante entrevista coletiva no Hotel Maksoud Plaza, que a Lei de Responsabilidade Fiscal seja aprovada rapidamente. Para ACM, a lei tem que entrar em vigência assim que for aprovada. ACM considera que os contratos que já foram firmados devem ser respeitados, mas disse ser contra as prefeituras fazerem novos contratos a partir de agora. O senador criticou o que disse ser uma tradição no Brasil de transferência de dívidas de um mandato para outro, dizendo que "o Brasil tem que mudar de estilo. É assim que a Bahia faz há oito anos", afirmou.
Segundo ele, não há como garantir se o Senado fará alguma mudança na Lei Fiscal. Mas, disse ACM, o Senado é soberano e ele, ACM, aceitará qualquer eventual modificação. Perguntado se ele acha possível aprovar essa lei em ano eleitoral, o presidente do Congresso respondeu: "É justamente em ano eleitoral que ela tem que ser aprovada para evitar desmandos comuns em anos de eleição". Em relação à "lei da mordaça", ACM disse que é preciso haver um meio termo já que ele disse não apoiar que autoridades façam pronunciamentos sem estar completamente informadas sobre os processos. Por outro lado, ACM afirmou que a imprensa tem que ter acesso às informações. Em relação à sucessão presidencial, ACM disse considerar Roseana Sarney "um bom nome", mas afirmou que não o agrada a formação da chapa Serra-Roseana. Em relação a declaração de Leonel Brizola de "passar fogo em FHC", conforme publicou hoje um jornal do Rio de Janeiro, ACM comentou que Brizola "estava de fogo".

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