Brasília, 12 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendeu hoje o ministro da Defesa, Élcio álvares, lembrando da atuação dele como líder do governo no Senado. "Qualquer um que tenha convivido com Élcio no Senado conhece seus méritos", disse ele.
A defesa do ex-colega de partido - álvares desligou-se do PFL para assumir o cargo - em nenhum momento foi feita por ACM para apoiar o ministro pefelista do Esporte e Turismo, Rafael Greca, cuja manutenção no cargo ainda é duvidosa. Greca foi acusado pelos auxiliares de conhecer um esquema para liberação de bingos que favoreceria a máfia italiana.
O que ACM deixa claro a interlocutores mais próximos é que álvares está sendo vítima de um complô. Seria encabeçado por brigadeiros que não concordam em passar o controle da aviação civil do Departamento de Aviação Civil (DAC), subordinado à Aeronáutica. Foi ACM um dos primeiros a saber e a comunicar a álvares que ele seria o ministro da Defesa, no fim de 1998. Desde então, passou a defendê-lo.
O senador foi um dos primeiros a subir à tribuna para dizer que não acreditava no envolvimento do ministro no crime organizado do Espírito Santo. "Se isso realmente fosse verdade, teria estourado na campanha", justificou.
É também ACM o único a se manifestar publicamente sobre a afirmação do presidente Fernando Henrique Cardoso de que não vai dispensar o ministro. "Ele (o presidente) tem afirmado que Élcio será mantido e eu tenho impressão que vai ser." Ao comentar as declarações do ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Walter Werner Brauer, sobre o líder nazista alemão Adolf Hitler, o senador comemorou: "Mas isso é muito bom para o Élcio", defendeu, mesmo tendo afirmado, na segunda-feira (10), que ainda não havia lido a entrevista do militar.

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