ACM critica STF por impedir quebra de sigilo de Chico Lopes
Brasília, 16 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), aumentou há pouco o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por causa da decisão do ministro do Sepúlveda Pertence de conceder liminar impedindo que a CPI do Sistema Financeiro no Senado quebre o sigilo bancário do ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes. Magalhães afirmou há pouco que o Supremo Tribunal não pode "impedir o funcionamento de outro Poder" - no caso, o Legislativo. A CPI havia pedido a quebra do sigilo bancário de Chico Lopes, entre outros motivos, por causa da informação de que ele possuiria US$ 1,56 milhão depositados em conta bancária no exterior. O presidente do Senado entende que uma decisão do STF impedindo a quebra do sigilo bancário de quem está sendo investigado por uma CPI pode ter outros efeitos, até mesmo o de prejudicar o funcionamento das atuais e das futuras comisões. ACM disse que o Congresso não quer criar impasse, mas é preciso uma solução imediata para o caso porque os parlamentares "querem fazer a sua parte e vão fazer". Segundo Magalhães, "as CPIs vão continuar cumprindo com seus deveres". O senador disse ser importante que a Nação brasileira tome conhecimento de que o Congresso está cumprindo com as obrigações, mas que "o Judiciário não quer deixar trabalhar não só a CPI do Judiciário, mas também a CPI do Sistema Financeiro". O presidente do Senado destacou que a CPI do Judiciário está descobrindo "casos de corrupção" e que a do Sistema Financeiro está buscando "sanar irregularidades" no mercado financeiro.





