ACM critica Piva e defende permanência de Malan
Rio, 21 (AE) - O Presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, criticou hoje, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Horácio Lafer Piva, por ter defendido, em entrevista divulgada hoje, mudanças na política econômica e no ministério da Fazenda. "A Fiesp se acostumou a dar ordens ao Brasil", afirmou. "O presidente da Fiesp, com a arrogância que lhe é própria, disse que Malan tem que mudar. Ele é quem diz, não é o presidente (da República)". O senador também considerou "fútil" a discussão entre adeptos da estabilidade e do desenvolvimento da economia. As declarações de ACM foram feitas durante o Fórum da Gestão Pública Eficiente, promovido na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro,
Judiciário - ACM disse que vai propor a criação de uma comissão permanente para receber denúncias contra o poder judicíário e encaminhá-las aos órgãos competentes. Segundo ele, a CPI do Judiciário já recebeu tantas denúncias contra o poder que não será capaz de investigar todas dentro do seu prazo legal de funcionamento.
"Quando falei que devíamos acabar com o Superior Tribunal Militar e o Tribunal Superior do Trabalho, todas as críticas vieram contra mim", afirmou. "Hoje, estão vendo que não prejudicam ninguém".
Malan - ACM também fez a defesa política da permanência de Pedro Malan no comando do ministério da Fazenda. O senador recordou que interesses políticos levaram o Banco Central a ter um presidente (Francisco Lopes, cujo nome não citou) contra o ministro da Fazenda. "Dá no que deu, um prejuízo terrível, por causa de brincadeiras de quem queria mudar Malan na hora errada".
Mendonça de Barros - O presidente do Senado afirmou ainda que o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros é um dos envolvidos na "guerra surda" (entre desenvolvimentistas e adeptos da estabilidade econômica) que seria a causa de boatos sobre o suposto pedido de demissão do ministro da Fazenda, Pedro Malan. "Acho que isso não é verdade", afirmou ACM, sobre o boato. "O presidente Fernando Henrique Cardoso reiterou total confiança ao ministro Malan". O presidente do Senado disse que a "guerra surda" não serve aos interesses do País, e afirmou que interesses secundários devem ser recolhidos.





