ACM critica MST e pede cumprimento das decisões sobre reintegração de posse
Brasília, 7 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse ainda, em seu discurso na Convenção do PFL, que não se pode deixar que "o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) tome conta do Brasil, prejudicando as terras produtivas do País". Ele previu que, se não forem cumpridas decisões judiciais de reintegração de posse, o País vai "para a anarquia, e não se pode aceitar a anarquia, seja do MST seja da UDR (União Democrática Ruralista)".
O senador disse que há providências que precisam ser tomadas no governo, pois "toda vez que sucede a demagogia, cheira à falta de autoridade". Segundo o presidente do Senado, sem autoridade, surge "a indisciplina, e o País não prospera". O senador declarou que o PFL tem deveres com o presidente Fernando Henrique e com o seu governo, mas que o governo também tem deveres com o PFL. Afirmou ainda que o partido defende a aliança com o governo, mas "com independência e sem submissão".
Magalhães comentou a decisão do PFL de optar pelo lançamento de uma candidatura própria à Presidência da República em 2002 - disse considerar isso "prematuro". Ele se declarou favorável a alianças e disse que a vaidade "jamais" o cegará. O senador afirmou que sabe o que deve fazer e que jamais lhe faltará "coragem de tomar uma decisão de estar ao lado dos companheiros, em defesa dos interesses maiores do País".





