Brasília, 13 (AE)- O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que, ao chamar o Congresso brasileiro de "populista", o diretor-gerente em exercício do Fundo Monetário Internacional (FMI), Stanley Fischer, mostrou que não conhece o País nem o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Para ACM, esse tipo de procedimento se ajusta aos que partem de representantes do FMI que querem levar à falência os países que recebem ajuda daquele organismo. "O Brasil tem de andar melhor do que deseja o FMI", argumentou. "Porque o FMI adora comandar os países que muitas vezes chegam à falência".
No entender do senador, Fischer não conhece o Congresso "porque gosta de tratar de forma subalterna os países com os quais trabalha". "Talvez por isso ele não tenha conseguido chegar à presidência do FMI, embora tenha lutado muito para isso", afirmou. ACM atribuiu parte do desconhecimento do diretor-gerente do fundo ao fato dele estar costumado a lidar com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e seus auxiliares.
"Por isso ele tem uma percepção do Executivo, mas não tem do governo em sí", justificou. "Porque é o Congresso que possibilita ao governo implantar as medidas indispensáveis para que o País tenha resultados favoráveis".
O senador insistiu que o Congresso não é populista: "Apenas defende o interesse do povo, coisa que talvez o senhor Stanley Fischer não conheça".

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