Brasília, 13 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), manifestou-se contrário ao corte de investimentos no orçamento do próximo ano como forma de compensar parcialmente a perda de receita previdenciária. "Eu preferia a tese do senador Jorge Bornhausen, de aproveitar R$ 703 milhões do IRB e parte dos R$ 1,2 bilhão que está sendo destinada para reequipar as Forças Armadas", afirmou. Ele disse que a fórmula encontrada pelo governo recebeu mais aplausos que críticas na semana passada, mas que nesta semana a situação se inverteu.
CIRO GOMES - O presidente do Senado disse que o ex-ministro Ciro Gomes deveria explicar melhor as acusações de irregularidades na declaração de Imposto de Renda. O senador afirmou que uma resposta satisfatória não pode ser dada de forma convincente se for na base "do xingamento e do ataque". Ele rebateu as acusações de que teria vazado as informações sobre Ciro à imprensa. Isso é uma "infâmia das maiores", afirmou.
Os comentários de ACM foram feitos durante entrevista sobre sua viagem aos EUA, durante a qual tratou do programa do combate à miséria do Brasil em visita que fez à ONU. ACM afirmou que se os EUA querem amparar os países pobres não podem esquecer os países que não são pobres, como o Brasil, mas que têm muitos pobres. Ele defendeu que a diplomacia brasileira, ou o presidente Fernando Henrique, entrasse em contato com o presidente dos EUA, Bill Clinton, para iniciar uma renegociação com o Fundo Monetário Internacional.

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