Brasília, 10 (AE)- O presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse que se não houver acordo para a votação da proposta de Orçamento Geral da União e da medida provisória que reajustou o salário mínimo para R$ 151,00 até a próxima quarta-feira as duas matérias só deverão ser apreciadas depois da Semana Santa. Se isto acontecer, a MP do salário mínimo terá que ser reeditada pelo governo, pois sua vigência termina dia 20 de abril, véspera dos feriados da Semana Santa.

O senador disse que está se empenhando para realizar as duas votações nesta semana, se possível na mesma sessão, e deverá se encontrar amanhã (11) com o vice-presidente da República, Marco Maciel, para tratar do assunto. Líderes que atuam na articulação política do governo avaliam que já está havendo uma distensão entre o PFL e o Palácio do Planalto. A leitura tem como base as declarações dadas hoje, tanto pelo líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), que acenou com o desejo de manter os partidos da base governista unidos na votação da MP, quanto pelo presidente do Congresso, que abriu a possibilidade de marcar a votação do reajuste do salário mínimo para depois da votação do Orçamento.
O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), deve se encontrar hoje ou amanhã com o presidente Fernando Henrique Cardoso para uma nova tentativa de acordo sobre a votação da MP do salário mínimo.

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