Brasília, 30 (AE) - O presidente do Senado, Antônio Carlos Mabgalhães (PFL-BA), disse há pouco que concorda com as críticas que o presidente Fernando Henrique Cardoso fez ontem à proposta de reforma tributária ao defender a desconstitucionalização máxima do assunto. ACM disse que considerou bom o discurso, mas achou que o presidente foi injusto com as críticas à proposta do Congresso de limitar o período de validade das medidas provisórias do governo.
"Se ela é provisória (a MP), não pode ser permanente; tem medidas de seis a sete anos; achar que quatro meses não são suficientes é porque não é medida provisória", argumentou ACM. O senador disse ainda que a governalidade do País "quando se assenta em medidas provisórias, o País não vai bem", acrescentando que FHC não foi feliz em sua queixa. ACM disse ainda que o discurso do presidente foi politicamente certo porque foi dirigido para sua base política.
Na interpretação de ACM, o presidente quer que sua base política seja mais firme e vote as matérias com presteza. "Acho que ele está triste porque a base dele não o defende", afirmou, explicando depois que o presidente, na verdade, estava se dirigindo ao seu partido, o PSDB. "Como presidente, ele não tem o direito de reclamar, pois aqui até que ele tem sido defendido bastante", afirmou ACM referindo-se ao Congresso.

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