ACM chama de "canalha" quem o vincula ao caso das Ilhas Cayman
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quinta-feira, 25 de março de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador, 26 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), classificou de "canalhas" as pessoas que querem ligar seu nome ao caso das empresas fantasmas de brasileiros nas Ilhas Cayman, que a Polícia Federal está investigando. Ele irritou-se, hoje, ao ser perguntado sobre o pedido de quebra de sigilo bancário de sua conta, feita por uma delegada de Brasília, conforme matéria da Revista Carta Capital. "Só os canalhas acreditam que eu possa estar envolvido em alguma coisa" respondeu. Ao repórter que puxou o assunto, disse ser favorável "à quebra de sigilo bancário de todos". "A minha, a sua, a do seu chefe", disse.
Sobre a CPI do Judiciário, informou estar recebendo o apoio de setores da Justiça. Ele considera possível que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o próprio Poder Judiciário indiquem um observador para acompanhar os trabalhos no Congresso. "Vai depender de conversas", disse. Segundo o senador, depois de sua iniciativa, a Justiça já está mudando, "graças à vigilância do Congresso".
ACM criticou o presidente do PDT, Leonel Brizola, que defende a renúncia do presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, a idéia "é uma coisa boboca". "Vem de uma pessoa ignorante e aos ignorantes é preciso dar o perdão." ACM participou, na manhã de hoje, da solenidade de posse da diretoria-executiva da Fundação Luís Eduardo Magalhães, que será um centro de capacitação da administração pública.


