Salvador, 10 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), atribuiu hoje à "inveja" os ataques que ele e a Bahia vêm sofrendo, por defender um salário mínimo maior e lutar pela atração de novos investimentos ao Estado.
"Não pensem os srs. que essas guerras todas que fazem contra ACM não é porque a Bahia não está progredindo, é inveja também", disse, ao discursar na manhã de hoje, no Palácio de Ondina, durante assinatura de contrato entre o governo baiano a a Petrobras.
De acordo com o senador, "enquanto os outros Estados vivem à míngua, passando dificuldades, com o pires na mão", a Bahia reivindica ao governo federal "tudo o que tem direito de receber, pois se preparou para isso". ACM lembrou que o Estado está lutando "com seriedade há oito, nove anos para ter o que os baianos sempre desejaram". Desta vez, ACM não criticou, no discurso, o presidente Fernando Henrique Cardoso ou qualquer integrantes da área econômica do Planalto. Ao contrário, afirmou a aproximação com FHC. "Fernando Henrique é meu amigo, e não é meu patrão, meu patrão é a Bahia, creio que ele (FHC) ficou satisfeito de eu dizer isso, pois também o presidente não tem patrão: o patrão é o Brasil", declarou.
Com relação às votações dos projetos do mínimo e do Orçamento, ACM confirmou ser favorável a duas datas para a apreciação das duas matérias. "As datas já estão marcadas e, aí
não haverá problema, nem ao governo, nem à oposição", afirmou, lembrando a posição favorável a um aumento maior para o mínimo. "Lutarei por isso", disse.

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