ACM apóia linha geral da política do governo, diz Parente
Brasília, 11 (AE) - O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, comentou também a reunião com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e com o secretário-geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira, ocorrida ontem. Segundo Parente, no encontro, o senador apoiou a linha geral da política do governo e ressaltou que as divergências com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, a respeito da questão do combate à miséria é "uma questão pontual". Parente disse que o governo concorda com a importância do tema e que os partidos da base aliada não indicarão representantes para a comissão que debaterá o assunto. Ele considerou natural divergências com o presidente do Senado e disse que não se pode esperar que ele sempre concorde com o governo. Parente disse que o cronograma de votações no Congresso está "absolutamente dentro do previsto" e considerou como prioritárias as regulamentações das reformas administrativa e da Previdência, a conclusão da reforma tributária e a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. O ministro disse que não há razão para as análises pessimistas que vêm sendo feitas sobre a economia e disse que os indicadores econômicos são positivos, referindo-se a dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o comportamento da cesta básica e da taxa de desemprego. Nos últimos dois meses, segundo Parente, foram gerados dez vezes mais postos de trabalho do que no mesmo período do ano anterior. Ele lembrou que investimento direto neste ano atingiu US$ 17 bilhões, cobrindo integralmente o déficit no balanço de pagamentos. Disse ainda que o País está em crescimento, sem qualquer ameaça às metas de inflação. Parente afirmou que a elevação da taxa de inflação de julho estava considerada pelo Banco Central (BC), quando foram elaboradas as metas de inflação, que não sofrerão revisão. Ele afirmou que o ajuste das tarifas que colaborou para essa elevação era necessário, mas está concluído, a menos que haja uma variação importante nos preços internacionais, a exemplo do que ocorreu no primeiro semestre.





