com uma data determinada para a votação do mínimo (26 de abril)
ele acredita que conseguirá mobilizar as entidades sindicais a favor do aumento do salário mínimo para R$ 177,00. Entre outras coisas, Paim prevê a organização de acampamentos de trabalhadores nas cidades no dia da votação. "A pressão popular é minha única chance de chegar a R$ 177,00", afirmou Paim.Por José Ramos Brasília, 13 - O presidente do Congresso, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), acaba de anunciar, no plenário, que os partidos do governo e da oposição firmaram o acordo para votar daqui a pouco a proposta do Orçamento Geral da União para este ano. Em troca da votação da medida provisória do salário no próximo dia 26, às 14 horas. Pelo entendimento, segundo o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), os governistas se comprometem a aprovar uma emenda ao Orçamento destinando R$ 20 milhões ao programa nacional de reforma agrária e de R$ 30 milhões para as universidades. Esses R$ 50 milhões de gastos adicionais deverão ser cobertos com o excesso de arrecadação, segundo Inocêncio Oliveira. Inicialmente, ele previu que esse total seria deslocado do superávit primário, de aproximadamente R$ 30 bilhões, previsto para esse exercício orçamentário. O líder do PFL, no entanto, mudou de discurso após conversar com representantes do governo. O acordo prevê ainda que o governo se compromete a cumprir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que determina que os gastos com saúde não poderão ficar abaixo dos registrados no exercício do ano anterior. Com isso, o governo terá que, ao longo do ano, alocar mais R$ 2,1 bilhões, pelo menos, sendo parte destinado para o Sistema Único de Saúde (SUS). O deputado Paulo Paim (PT-RS) considerou positivo o acordo, pois

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