Brasília, 04 - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse há pouco que uma proposta de emenda constitucional (PEC) para resolver o impasse do financiamento da Previdência, surgido com a decisão de quinta-feira (30) do Supremo Tribunal Federal (STF), não poderia gerar efeitos em 2000. "A tramitação de uma emenda é demorada, e aprovar até dezembro para vigorar no ano que vem, não há hipótese." O senador disse que, "talvez, o governo tenha sido iluminado" para encontrar uma solução do caso. Ele relatou que não teve nenhuma conversa com o presidente Fernando Henrique Cardoso para se inteirar das eventuais medidas com o objetivo de compensar a perda e antecipou que não participará da reunião de hoje à noite de FHC com os líderes dos partidos da base de apoio no Congresso. O senador disse que a resolução do STF de suspender a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores públicos federais inativos e o aumento da contribuição dos ativos "não foi uma decisão política, mas demonstrou falta de habilidade". "Não creio que os juízes notáveis sejam capazes de fazer vindita (punição legal)", disse ele. Mas, segundo Magalhães, a decisão tornou "inviável" o aumento do teto de remuneração para o Judiciário. "Aqueles que não queriam dar o teto ficam mais à vontade", sustentou.

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