BrasÍlia, 08 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse não existir "verticalização" no governo e que, mesmo que houvesse, o cargo de superintendente da Polícia Federal (PF) não poderia fazer parte dela. Ele disse ainda que o PFL tem dois ministérios importantes - Minas e Energia e Previdência Social - e, nem por isso, é quem indica todos os presidentes e diretores das empresas e órgãos associados a essas pastas. "Avalie se o PFL fosse indicar todos os presidentes e diretores da Petrobras, de Furnas, Eletronorte, Eletrosul, Itaipu e Chesf; seria um ministério poderosíssimo", afirmou. Magalhães ressaltou, entretanto, que o presidente nacional do PMDB e líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), "é sempre arguto, mas, nessa fase, não fez boa colocação". "Acho mesmo que errou." O presidente do Senado disse que Barbalho "é tão competente que pode modificar a situação, desaparecendo este erro que cometeu". Ele disse que a disputa do PMDB pelo cargo na PF "não é caso para rompimento, mas é caso do presidente da República fazer o superintendente da Polícia Federal, sem ouvir ninguém". Magalhães acha que, se o presidente Fernando Henrique Cardoso se submetesse aos pedidos dos líderes do PMDB, a autoridade dele estaria contestada".

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