ACM afirma que foi procurado por FHC
Brasília, 13 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje que foi procurado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e este esclareceu as declarações feitas durante evento da Associação Brasileira de Supermercados, nesta manhã, no Rio. FHC havia afirmado que os juros estão altos pelo fato de o Congresso não votar as reformas. Segundo ACM, o presidente disse-lhe que não estava se referindo ao Congresso, e sim a matérias que estão tramitando na Câmara e que tratam da regulamentação da Previdência e da reforma tributária. O senador disse que, segundo FHC, os relatores destas matérias tinham sido escolhidos "a dedo" contra o governo. O presidente referia-se aos deputados Ricardo Berzoini (PT-SP), relator da prorrogação da alíquota de 27,5% do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, e à deputada Jandira Feghali (Pc do B-RJ), relatora do projeto na Comissão de Seguridade Social, que incentiva os trabalhadores a se aposentar mais tarde. ACM disse que, se o presidente tivesse se referido ao Senado, ele tinha o dever de ter rebatido, como o fez no início da tarde. O senador não quis comentar as críticas do presidente à Câmara. "Não quero que Michel Temer (presidente da Câmara, do PMDB de São Paulo) fique zangado por eu responder por ele", afirmou. "Não posso me intrometer na outra Casa, mas, em relação aos relatores
o presidente tem razão", disse. No entanto, ACM reafirmou que o governo, até agora, não se empenhou na reforma tributária.





