Nova York, 08 (AE) - O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse hoje, em Nova York, que apóia as medidas anunciadas ontem (07) pelo governo, mas acredita que será difícil conseguir cortes no Orçamento.
"Os cortes precisam ser feitos, mas é difícil concordar onde; na hora de fazê-los é o que eu quero ver." ACM foi à sede da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgar o projeto de autoria dele de combate à pobreza no Brasil.
O senador entregou ao subsecretário de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Nitin Desai, uma carta que apresenta a proposta e pede o apoio do organismo.
Depois deste encontro, ACM confirmou que o PFL apóia aumento dos gastos na área social. "Os EUA já tomaram atitude de apoio aos países pobres e o Brasil, que não é considerado um país pobre, pode chegar à pobreza absoluta se não tomarmos nenhuma atitude."
ACM defendeu a posição do PFL de apoio à revisão das metas com o Fundo Monetário Internacional (FMI), dizendo não ser uma atitude só do partido, mas de todo povo brasileiro.
Segundo ele, o PFL continua ajudando o presidente Fernando Henrique Cardoso. "Mas não quer dizer que concordaremos com tudo o que ele fizer."
ACM reafirmou que não é candidato à Presidência da República e disse que este é um momento ideal para a campanha contra a pobreza. "Não poderemos entrar mais um milênio com esta desigualdade que existe no Brasil."Por Gisele Regatão (especial para a AE) ---------- Atenção, sr. editor: retranca distribuída como cortesia aos assinantes do Noticiário Geral (NG). ----------

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