As associações comerciais e industriais da região de Maringá e Paranavaí aderiram ontem ao movimento que está se posicionando contra a concessão das rodovias do Anel de Integração. O presidente da Associação dos Usuários de Rodovias do Paraná, Paulo Muniz, se reuniu com representantes de pelo menos 36 entidades de classe, em busca de apoio. ‘‘O setor produtivo não concorda com mais um reajuste e vamos contestar a forma como as concessionárias vêm conduzindo a privatização’’, afirma o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Antônio Fermenton.
O vice-presidente lembra que a prioridade é impedir o reajuste das tarifas. ‘‘Nossos associados, que dependem das rodovias, têm cobrado uma posição da entidade, e vamos buscar alternativas’’, diz. Os dirigentes empresariais querem também analisar uma cópia dos contratos de concessão. Para Fermenton, seria importante que as concessionárias realizassem as obras previstas. ‘‘O que não vem ocorrendo’’, lembra. Ele critica o descaso do governo com as rodovias que estão fora do Anel de Integração.
Para Muniz, da associação dos usuários, o apoio de entidades ligadas ao setor produtivo é muito importante. Ele lembra que o debate não está mais na questão do reajuste, e sim da legalidade dos contratos entre governo e concessionárias. ‘‘Queremos mudar a forma como vem sendo conduzido o processo de privatização e precisamos de apoio’’, lembra.
Segundo Muniz, o governo precisa fazer um grande plebiscito para ouvir a cobrança do cidadão. ‘‘Se Lerner não fizer o próximo governador farᒒ, aposta. Com o apoio de entidades, a associação dos usuários quer contestar os contratos com as concessionárias na Justiça. ‘‘São inconstitucionais’’, resume Muniz.

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