ACIL faz campanha por prisões em segunda instância
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segunda-feira, 26 de março de 2018
Rafael Fantin <br> Editor online 

A ACIL (Associação Comercial Industrial de Londrina) iniciou na última sexta-feira (23) uma campanha pela prisão de condenados em segunda instância após o STF (Supremo Tribunal Federal) adiou o julgamento para o dia 4 de abril. A discussão ganhou ainda mais repercussão já que envolve a possibilidade de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex.
Em entrevista à FOLHA, o presidente da ACIL, Claudio Tedeschi, afirma que a indefinição sobre o assunto no STF provoca "insegurança jurídica" com reflexos na economia, além de aumenta a tensão e hostilidade entre as partes. "Defendemos 'Justiça para todos', independente do partido e se o réu é ou não ex-presidente", disse.
Segundo o presidente da ACIL, a entidade sempre procura se posicionar sobre assuntos relevantes para a comunidade. "Existe essa tradição na ACIL e a recuperação econômica fica a 'reboque' das questões políticas e jurídicas", comentou.
Em nota divulgada à imprensa, a ACIL fala de "inconformismo com a cultura de impunidade que ameaça nosso processo civilizatório e a base da nossa democracia."
Além disso, a entidade pressiona os ministros do STF que voltam a se reunir na próxima semana para debate sobre as prisões em segunda instância. "No próximo dia 4 de abril, nossas esperanças estarão depositadas nos senhores e nas senhoras. Estaremos acompanhando atentamente se cada voto está comprometido com os interesses do povo ou se eles serão apenas expressão da pequena política e da nossa incapacidade de promover julgamentos técnicos e imparciais", declara a entidade.
LULA
A presidente do STF, Cármen Lúcia, avisou na sexta-feira ao presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4.ª Região), Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, que o ex-presidente Lula não pode ser preso. O petista tem sua liberdade garantida pelo menos até 4 de abril, quando o Supremo vai analisar seu pedido de habeas corpus preventivo.
O ofício foi enviado à Corte de apelação da Operação Lava Jato antes do julgamento do embargo de declaração do petista contra o acórdão que o condenou a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex. Nesta segunda-feira (26) os desembargadores João Pedro Gebran neto, Leandro Paulsen e Victor Laus rejeitaram o recurso de Lula.
Na quinta-feira (22) o Supremo concedeu um salvo-conduto a Lula, impedindo eventual ordem de prisão contra o ex-presidente no caso triplex. O documento só tem validade para este processo. (Com Agência Estado)


